Projectos

Vamos oferecer lírios para o Prado Japonês de Monserrate

 

  

O Vale das Rosas

O único grande projecto que a Associação tem em mãos actualmente é a recuperação do Vale das Rosas, um dos três vales do Jardim, juntamente com o Vale dos Fetos e o Vale do México. 

A recuperação do Vale das Rosas iniciou-se em 2004 com o protocolo que fizemos com a Parques de Sintra Monte da Lua. Na altura este vale, onde se sabia ter existido um roseiral feito pela família Cook, encontrava-se intransitável por causa da invasão de acácias e silvas, que tinham coberto as roseiras e os caminhos, sendo por isso uma área desconhecida.


Trabalhos da primeira limpeza do matagal no Vale das Rosas

Em primeiro lugar foi preciso fazer a limpeza de todo o Vale, tendo na altura sido descobertas algumas poucas roseiras que tinham sobrevivido. Foi também possível descobrir os caminhos, o sistema de rega e os canteiros dispostos em socalcos ao longo do vale. 

Este trabalho moroso, quase de arqueologia, permitiu passar para o projecto, de autoria de Gerald Luckhurst, que obedeceu a alguns princípios próprios de intervenções em jardins históricos, tais como evitarem-se movimentos de terras, mantendo-se a morfologia do terreno e o desenho dos canteiros em socalcos, e recuperando os caminhos, integrando-os num trajecto que engloba o Vale do México e o relvado, para que no futuro os visitantes possam percorrer e descobrir o Jardim de forma harmónica.


Plantação simbólica de algumas estacas de roseiras após as primeiras limpezas em Dezembro de 2004. Algumas destas roseiras sobreviveram apesar de nunca terem sido regadas.

O projecto prevê a plantação de roseiras de variedades anteriores a 1920, com períodos de floração o mais variados possíveis, incluindo algumas que sabemos terem já existido em Monserrate. Serão ainda plantadas algumas roseiras recentes, de origem indiana, mas que têm por base variedades antigas ou espécies naturais.

As limpezas tiveram que ser repetidas durante alguns anos pois as acácias teimaram em rebentar das raízes várias vezes, e as sementes existentes no solo começaram a germinar quando o solo começou a ser aquecido pelo sol.

Finalmente no ano passado começou a plantação, com cerca de 200 roseiras. Neste último ano foi possível verificar quais os períodos de floração das diferentes variedades e temos a alegria de verificar que quase todas sobreviveram. Este ano já encomendámos mais. Infelizmente nem sempre estão disponíveis todas as variedades que pretendemos.

Este projecto tem sido possível graças a vários donativos que recebemos, às receitas das actividades, às quotas dos associados e ao apadrinhamento da compra de roseiras.