Poema - As Fadas

Poema que inspirou o concurso Literário do piquenique da A.A.M. 2015.

As Fadas

 

"As fadas… eu creio nelas!

Umas são moças e belas,

Outras, velhas de pasmar…

Umas vivem nos rochedos,

Outras, pelos arvoredos,

Outras, à beira do mar…

 

Algumas em fonte fria

Escondem-se, enquanto é dia,

Saem só ao escurecer…

Outras, debaixo da terra,

Nas grutas verdes da serra,

É que se vão esconder…

 

O vestir… são tais riquezas,

Que rainhas, nem princesas

Nenhuma assim se vestiu!

Porque as riquezas das fadas

São sabidas, celebradas

Por toda a gente que as viu…

 

Quando a noite é clara e amena

E a lua vai mais serena,

Qualquer as pode espreitar,

Fazendo rodas, ocupadas

Em dobar suas meadas

De ouro e de prata, ao luar.

 

O luar é os seus amores!

Sentadinhas entre as flores

Ficam-se horas sem fim,

Cantando suas cantigas,

Fiando suas estrigas,

Em roca de oiro e marfim.

 

Eu sei os nomes de algumas:

Viviana ama as espumas

Das ondas nos areais,

Vive junto ao mar, sozinha,

Mas costuma ser madrinha

Nos baptizados reais.

 

Morgana é muito enganosa;

Às vezes, moça e formosa,

E outras, velha, a rir, a rir…

Ora festiva, ora grave,

E voa como uma ave,

Se a gente lhe quer bulir.

 

Que direi de Melusina?

De Titânia, a pequenina,

Que dorme sobre um jasmim?

De cem outras, cuja glória

Enche as páginas da história

Dos reinos de el-rei Merlin?

 

Umas têm mando nos ares;

Outras, na terra, nos mares;

E todas trazem na mão

Aquela vara famosa,

A vara maravilhosa,

A varinha de condão."