Modinhas

When Willam Beckford was in Portugal in 1787 he wrote in his journal in the day 14 of june:

“Those who have never heard modinhas must and will remain ingnorant of the most voluptuos and bewitching music that ever existed since the days of the Sybarites. They consist of languid interrupted measures, as if the breath was gone with excess of rapture, and the soul painting to fly out of you and incorporate itself with the beloved object. With a childish carelesness they steel into the heart before it has time to arm itself agaist their enervating influence. You fancy you are swallowing poison. As to myself, I confess I am a slave to modinhas, and when I think of them I cannot endure the idea of quitting Portugal. Could I indulge the least hopes of surviving a two months’ voyage, nothing should prevent my setting off for Brazil, the native land of modinhas.

In the following adress we can hear one of those modinhas, sung by the portuguese sopranos Sandra Meideros and Joana Seara with the guitarist ZaK Osmo.

http://www.youtube.com/watch?v=k6PYHfVPW3E


Where are you going, pretty black girl,
With that disaffection of yours.
Do not run so hurriedly, Have mercy on me, have pity.

Come now here,
for I'll go there.
Make your way here
For I'll make my way there.
Come now quickly,
My fair perfection.
Don't try to punish
My heart.

 

Durante a sua viagem a Portugal de 1787, William Beckford escreveu no seu diário, a 14 de Junho a seguinte entrada:

 

“Aqueles que nunca ouviram modinhas desconhecem e continuarão desconhecendo as mais voluptuosas e enfeitiçantes melodias que jamais existiram desde o tempo dos Sibaritas. Elas consistem em lâguidos e sincopados compassos, como se o folego faltasse devido ao excesso de entusiamo, e a alma voasse para se incorporar no ser amado. Com uma descuidada inocência elas penetram no coração antes que este tenha tempo de se armar para evitar a influência que têm nos nervos. Sentimos como se tivessemos engolido veneno. Quanto a mim, confesso que sou escravo das modinhas, e quando penso nelas não consigo suportar a ideia de abandonar Portugal. Se eu pensasse que haveria a mais pequena esperança de sobreviver a uma viagem de dois meses no mar, nada me poderia impedir de partir para o Brasil, a terra nativa das modinhas.”

Para se ter uma ideia de como soavam as modinhas indica-se o endereço seguinte:

http://www.youtube.com/watch?v=k6PYHfVPW3E

Como se poderá constatar existem erros de português no poema, próprios do falar dos escravos negros do Brasil.